Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens

13 março 2013

Dia 16 de um ano qualquer


Mas eu estou a espera daquele dia que tudo dará certo. Que vou ver meus sonhos acontecerem. O sol vai nascer de um jeito mais bonito, o clima vai estar perfeito. Meu cabelo não vai estar tão bagunçado como de costume. Não vou demorar muito para escolher uma roupa e vou me sentir linda. Sair de casa sem brigar com meus pais ou minha irma e sem esquecer nada, ter uma manha agradável.

 Encontrar minhas amigas para ir a qualquer lugar, dizer coisas desnecessárias, dar muitas risadas. Encontrar outros amigos que não vejo a muito tempo. Conhecer novas pessoas e lugares. Fazer novas historias. Tirar muitas fotos. Conseguir dar aquela manobra com skate e fazer um desenho incrível. Ser promovida no meu emprego. Descobrir no que sou boa, parar de ter tantas duvidas. Receber uma ligação da minha mãe, dizendo que passei no vestibular. Ver meus pais sorrirem e sentirem orgulho de mim. 

 Reencontrar com meus amigos, ir jantar em algum lugar legal. Beber e falar mais besteiras. E sem querer, esbarrar com o cara com o sorriso mais lindo que já vi. Ele vai pedir desculpas e puxar assunto; esqueceremos que estamos em um restaurante. Mas sera tarde, meus pés estariam muito doloridos e minhas amigas vão estar reclamando para ir embora. Vou passar meu numero para ele e o abraçar. Ao chegar no carro vou escultar alguém gritando, peguntando meu nome. É ele mesmo. Um sorriso que veio lá de dentro do meu coração vai estampar meu rosto. Responderei e ele dirá que adorou ter me conhecido. Depois de algumas horas, em casa, me deitarei ainda de vestido e maquiagem, vou relembrar de tudo que aconteceu. Desfrutar daquele sentimento que não havia sentido há anos. Abraçar meu travesseiro e agradecer a mim mesmo por ter esperado tanto tempo por aquele dia. Por ter lutado tanto tempo por aquele dia.

Você acredita? Porque eu sim.

08 fevereiro 2013

Por sua causa


Você não quis me escultar, bateu a porta e saiu. Não te impedi pois meus pés pareciam presos ao chão. Eu não sei exatamente o que aconteceu. Simplesmente ouvi coisas ridículas que nunca imaginei ouvir. Injustiça. Tudo estava bem. Mas de um minuto pro outro, mudou. Não acredita? Desabei.

Pedaços de fotos jogadas encima do sofá, uma garrafa de vodka vazia e um cigarro em meus lábios. Cortinas fechadas, pensamentos guardados. Celular desligado, som alto. Não queria sentir, mas sentia. Nenhuma daquelas coisas preenchiam o que você roubou. O que era meu. Passei tanto tempo me perguntando o porque de tudo, mas não cheguei a nada. Perdi meu emprego, meu amor, minha paz. Nunca imaginei ficar assim. E é exatamente assim que estou. Destruída. Destruída por alguém que nem me tocou, para fazer algum mal; por alguém que sempre foi o meu maior motivo para sorrir; alguém que eu amava. Suas palavras eram horríveis  no meio de todo aquele choro. Seu olhar chegava ser pior, me condenava, por  coisas que nunca pensei em fazer. Talvez tudo só passasse de um mal entendido, mas não tinha forças para ter certeza.

Por sorte não sentiram minha falta. Não bateram a minha porta. Não me fizeram perguntas. Eu não saberia como responder. Mas eu queria que ele soubesse que foi meu primeiro e único amor.

09 janeiro 2013

O dia da partida


Todas as manhas, ao acordar, olhava pela janela do meu quarto e imaginava o mundo lá fora. Parecia mais distante do que realmente era. Algumas pessoas estressadas passando pela rua, uma senhora caminhando  devagarinho, um homem com um jornal em uma de suas mãos. Uma criança com uma bola de futebol e um gatinho perdido. Eram apenas o que meus olhos viam. O sol forte e alguns pássaros também. Olhei para um quadro, que eu mesma tinha feito na noite anterior. Um lugar que poderia chamar de paraíso. Tinha apenas quinze anos, algumas historias para contar, pingos de tinta sobre a pele e sonhos que não cabiam mais dentro de mim. A vontade de vê-los realizarem ia muito mais além do que podia ver por aquela pequena janela.

Minha mãe gritou meu nome e anunciou que o café estava pronto. Desci as escadas sem nenhuma vontade de comer. Todos calados. Mas o olhar dizia tanto. Meus pais comentaram algo sobre o jornal, meu irmão brincava com seu brinquedinho novo e eu queria não pensar em nada. Andar até a escola parece bom, quando seus pensamentos não estão te sufocando. A briza bate em seu rosto e você suplica por calma. Por calma na alma. 

Meus sonhos e planos, começam a me levar a loucura. Queria sair pela porta de casa, dizer aos meus pais que não sabia o dia que voltaria e realizar, pelo menos, metade das coisas que já realizei em alguns sonhos. Em uma noite qualquer. Até já deixei uma mochila arrumada, com um pouco de dinheiro, um mapa, meu caderno de desenho, uma blusa de frio, um diário e uma maquinha fotográfica. Quem dera fosse o suficiente. O suficiente para sair por ai, sem um rumo exato. Quem sabe, eu não a use, em qualquer dia que estiver realmente cansada de tudo isso. Da vida. 

Isso não importa muito, para os outros. Os que me julgaram e comentaram sobre a minha partida. Eu apenas sinto que não estou onde deveria estar. E por mais palavras que gaste tentando fazer alguém entender, é inútil. Eu amo meus pais, mas eles também não entendem. Só temos uma vida e, fazer dela a melhor é uma obrigação. Gosto de ter historias para contar. Gosto de ter motivos para viver. E gosto mais ainda de conhecer novos lugares, novos sentimentos, novos sorrisos. Tenho um skate, a minha mochila que já esta pronta e coragem para enfrentar o que vier. O dia da partida? Bom, eu estou a sua espera. 

05 janeiro 2013

Cansada de esperar


Era só uma tarde de quarta-feira normal. O tempo estava extremamente quente e seco. Sai da pista de skate super cansada, por dentro e por fora. Minha alma e minhas pernas disputavam para ver quem doía mais. Suor e sede. Nem imagino a situação do meu cabelo. Nenhum pensamento ao certo. Não sei porque, mas ultimamente ando meio perdida. Perdida de mim mesmo. 

Cheguei na rua que sempre passo para ir para casa. Subi no skate. Meus pensamentos estavam tão longe desse planeta, que só me preocupei em desviar das pessoas e dos carros. Olhava para o chão, quando um garoto passou por mim. Não era um garoto qualquer. Perdi o equilíbrio e a razão quando olhei para seus olhos. O seu jeito de olhar, de me olhar. Foram tão poucos segundos e tantos sentimentos. Ou talvez seja só um delírio meu. Ele passou, foi para o lado contrario que o meu, com seu long, seus olhos encantadores e seu sorriso lindo. 

 Olhei para a trás exatamente no mesmo tempo que ele também olhou. Meus pés pareciam estar grudados no chão. Mas, alguma coisa dentro de mim, dizia que eu não deveria deixa-lo ir. Remei na mesma direção que a dele. Não conseguia mais o ver. E um grande sentimento estranho se espalhou dentro de mim, rapidamente. Sentei-me. Estou cansada de esperar. De esperar por você. 

Enquado me culpava por não descobrir teu nome, ou por nunca mais o ver na minha vida, não percebi quem estava a minha volta. Peguei meu celular para ver as horas. Percebi que minha pulseira preferida, não estava mais no meu pulso. Fiquei meio triste e meio brava por te-la perdido, mas não estava com vontade nenhuma de me levantar e procurar. Então algo que eu nunca imaginei acontecer, aconteceu. Bom, eu já imaginei, milhares e milhares de vezes. Mas até aquele dia, era só parte da minha imaginação. Ouvi uma voz meio rouca e gostosa de se ouvir me chamar. Não pelo meu nome, só algo como 'Ei'. Poderia ser para qualquer outra pessoas, mas quis acreditar que era eu. Virei. Era ele. Minha barriga ficou meio estranha, levantei-me meio sem graça e disse 'oi'. Me entregou a pulseira, sei lá como conseguiu. Deu um sorriso lindo. E quando ia embora o chamei. 'Acho que já te encontrei em algum lugar'. Nos meus sonhos, talvez.

03 janeiro 2013

Invertida


Já se sentiu perdida onde você sabe de cor cada centímetro? Como se onde você esta, não fosse onde deveria. Como se as pessoas que esta acostumada, não fossem quem você sempre acreditou ser. Parece que o mundo passou a girar mais devagar ou em outro sentido e as coisas ficaram sem graça. Talvez sem sentido. Sem serem que sempre foram. Não tenho medo ou receio de mudanças, só não sei o que tudo isso é. Esse vontade louca de jogar tudo para o alto. De virar tudo de ponta cabeça, exatamente como me sinto.

E para quem eu diria essas coisas? Para um medico ou a minha melhor amiga? Acho que nenhum dos dois entenderia. Meus pais muito menos. Talvez, nem seja algo que as outras pessoas precisam entender, apenas eu mesmo. E é exatamente onde fica o problema. Eu não consigo entender. Do mesmo jeito que não consigo parar de odiar aquela garota ou tirar dez em uma prova de matemática. Por mais que eu tente. Mas isso parece realmente engraçado, pois precisamos desentender algumas coisas para acreditar em outras. Tudo esta precisamente ligado e, destinado a acontecer. Onde minha palavras nunca têm sentido. Nem os meus pensamentos.

Imagino qual o sentido de tudo isso. De vencer ou chegar ao fim de algo. Não gosto de fins. Acordar cedinho todos os dias, meio brava e revoltada com tudo. E a noite, me sentir culpada por não ter aproveitado. Por não ter feito valer a pena. Ou talvez eu faça, e simplesmente não perceba. Quem sabe, não temos repostas para todas nossa perguntas por não ser verdadeiramente necessárias. Mas o importante é que as palavras que escrevo, ou os personagens que desenhos, por mais que não façam sentido são verdadeiros. Diferente de textos gigantes com palavras vazias. Telas grandes e coloridas sem nem se quer um sentimento. 

Talvez o meu avesso seja menos complicado. Mais confiante e sossegado. Quem sabe?  

15 dezembro 2012

Tão diferente das outras garotas


Foi só você entrar que o meu coração acelerou e minhas mãos começaram a soar. Era apenas uma festinha de um amigo nosso. Eu estava lá, parado, falando qualquer coisa com um colega e você passou por mim. Tive vontade de te seguir e dizer o quanto estava linda. Usava uma saia escura e um laço cinza no cabelo. Conseguia ser tão diferente e tão igual ao mesmo tempo, mas só queria que ficasse comigo. No meio de tantos pensamentos, tive que voltar a realidade levando um soco do colega com que conversava. Só ouvi ele dizer algo como "vai ficar da hora não acha?" respondi que sim, automaticamente. Me perguntei varias vezes, enquanto pegava algo para beber, porque ela não veio me dizer um "oi" ou "iae", qualquer coisa seria bom naquele momento. 

Mesmo assim, não seria capaz de esquecer o verão anterior. Quando comecei a falar com ela, depois de tanto tempo só a observando de longe. Graças a uma amiga minha, que era amiga dela, nos conhecemos. Nessa noite ela estava meio triste com a vida, dizia que nada que planejava acontecia. Eu disse que era apenas questão de tempo. Começou a me contar sobre sua escola, disse sobre a garota que não gostava dela e fazia de tudo para atingi-la; contou sobre seu irmãozinho e sua nova priminha; contou sobre seu ex namorado e sobre musica. Descobri que sua cor preferida era rosa, era apaixonada por balé mas fazia aula de vôlei e jogava muito bem. Tinha três melhores amigas e um gato preto e branco. Fazia aniversario no final do ano e tinha gostado da minha voz. Ela me olhava de um jeito tão meigo, me deixando derretido por dentro. Não sei exatamente como explicar, mas ela fazia eu me sentir diferente. De vez enquando, olhava fixamente para sua boca. Ela ficava meio sem graça e continuava contando suas historias. Senti muita vontade de beija-la, mas deixei que terminasse. Já era meio tarde, ela estava meio cansada e sugeria que deitasse sobre me colo. Estávamos em uma praça ou algo parecido. Pediu para que eu falasse sobre mim, e assim fiz. Passei um tempo falando sobre meus amigos, os lugares que frequentava e o que gostava de fazer. Disse alguma coisa engraçada e ela rindo chegou mais perto de mim. Pensei que fosse a hora certa e tentei beija-la. Assim que encostei no seu rosto, sua amiga chegou correndo e gritando seu nome. Ela se assustou e virou para ver o que era. Disse que tinha que ir embora com sua amiga, mas voltaria para me ver e dar boa noite. Fiquei meio confuso e a deixei ir. Fiquei algum tempo lá, olhando para o céu e para o chão, pensado na vida ou em qualquer outra coisa. Achei que ela não voltaria, então me levantei e pensei em ir embora. Dei apenas dois passos e sentir ela me agarras pelas costas dizendo "Onde pensa que vai, mocinho?" E rir. Virei e olhei para ela, com uma cara de bobo apaixonado. Torço até hoje para que ela não tenho percebido. Ele pegou em meu rosto, com toda a delicadeza do mundo, e me beijou. Ficamos ali por mais alguns minutos, deitados no chão, vendo as estrelas, nos beijando e contando historias.

Querendo ou não, você havia mexido comigo. Parecia tão diferente das outras garotas. E percebi o quanto tinha gostado de você, quando fiquei relembrando sobre a noite anterior, antes de dormir. Sei que ficamos um tempo sem nos falarmos, mas eu não consegui te esquecer. Eu ainda me pergunto porque você foi se afastando de mim. E hoje o que eu mais queria, nessa festa de sexta-feira, era te dizer oi e o quando fez me sentir diferente. 


04 dezembro 2012

Esta na hora


Esta na hora. Hora de sair gritando tudo que sempre guardou para si mesma. De fazer o que sempre quis. De dizer o que nunca disse. Ta na hora de arriscar, de ir em frente, de fazer diferente. Confiar mais em você, acreditar mais. Fazer mais loucuras, ter mais historias, ser mais feliz. Chegar no limite, esquecer quem te esquece. Sei que já reblogou e compartilhou mil e uma coisa do tumblr e facebook, sobre ferias, sobre se divertir. Se levantar e colocar em pratica é o minimo a fazer. O tempo é agora, é um só. Faze-lo dele o melhor é sua obrigação. 

Esta na hora de tirar do armário aquela roupa que parou de usar por criticas de algumas pessoas, mas que você se sente muito bem usando. Hora de parar de escultar para o que dizem. Parar de se importar com quem não merece. Você é tão linda, pra que tanta maquiagem? Seu cabelo é perfeito exatamente do jeito que é, sabia? Se livre do que atrapalha, se livre do que não te faz bem. Já passou muito tempo estudando, muito tempo se preocupando, muito tempo na frente do computador. Que tal esquecer um pouco o celular? A internet? Só por um dia. Daqui dois meses todas as responsabilidades voltam. 

Esta na hora de rasgar todas as listinhas que fez anos e anos seguidos, e conhecer todos os lugares que já sentiu vontade de conhecer. Hora de ver todos os amigos que não encontra a muito tempo. Tiras o máximo de fotos possíveis. Conhecer o máximo de pessoas possíveis. Trocar redes sociais, trocar abraços, trocar sorrisos. Aumenta a musica, aumenta a passividade,  aumenta a paz dentro de você. Chama as suas melhores amigas, seus melhores amigos. Mas chama só as melhores pessoas mesmo. Eles te fazem bem, eles querem o seu bem. Façam videos, façam coisas divertidas, façam historia. Vai ser bom se lembrar disso antes de dormir. E depois de tudo alguém te perguntara: como foram suas ferias? Já tem alguma resposta? Vá viver a vida, fazer valer a pena. 

Ir além, além do que sempre imaginou. Se você não for a traz da sua felicidade, quem ira? Só não esqueça que já esta na hora. Hora de ser feliz.

25 novembro 2012

Porque nunca me suportou?



Você me olhou feio quando entrei na sala de aula e anunciaram a nova aluna. Me seguiu com os olhos até a carteira. Sentei e tentei engolir a seco mais um primeiro dia de aula em uma nova escola. Olhei para os lados e vi quem seriam meus colegas aquele ano. Eram poucos alunos, divididos em turminhas diferentes. Vieram me dar oi, perguntar de que escola eu vim e todas as outras perguntas feitas a novatos. Respondi e sorri. Já estava até acostumada a esse tipo de situação. 

Mesmo depois de alguns dias você parecia não me suportar. Sua melhor amiga me disse coisas horríveis a seu respeito e tentei não ligar. Me perguntava o que tinha feito de errado, mas nem lembrava o seu nome. Você fazia cara feia a cada resposta certa e a cada elogio que me faziam. Não perdia uma oportunidade se quer, de deixar algum comentário ridículo e ofensivo ao termino de minhas frases. Adorava dizer que minhas roupas não eram legal, que eu não me vestia bem. Cheguei a deixar de vestir algumas. Reclamava de coisas que eu fazia, mas ao passar do tempo, começava a fazer também. Mas eu não me importava com esse seu jeito, ele simplesmente não me atingia. 

Acabei ficando bem mais tempo do que planejava naquela escola. Falava com a maior parte dos alunos. Você acabou se tornando minha amiga. Uma das mais próximas. Porém isso não fez com que me tratasse melhor. Nunca deixava eu ser boa em alguma coisa, sempre estava por perto para me destruir. Mas até hoje não sei se fazia tudo aquilo por maldade. Minha inocência gosta de acreditar que não. Conhecia quase todos seus joguinhos e mesmo assim deixava você ganhar. Não preciso me humilhar para chamar atenção. Alias, diferente de você, nunca gostei de chamar atenção.

De um jeito meio estranho, te admirava. Parecia superior a qualquer critica que faziam. Uma garota forte e decidida. As vezes nem parecia que me detestava tanto. Até aquele garoto pelo qual era apaixonada passar por nos e me chamar para sair. Eu não aceitei mas mesmo assim tu me odiou por muitos outros dias. Me lembro vagamente de um garoto da escola me dizer, que você sempre teve medo que alguém pudesse tomar aquilo que era seu. Era só medo de ficar sozinha, de ser esquecida. Mas o seu medo te tornou uma pessoa diferente do que realmente era. Te afastou de quem te fazia bem e nem ao menos percebeu.


23 novembro 2012

Medo de tentar


Eu estava ali. Apenas meu corpo, para falar a verdade. Tantas pessoas falavam ao mesmo tempo e, eu não conseguia entender uma só palavra. Todos sempre estão cobrando muitas coisas de mim. Todos sempre estão esperando muito de mim. Mas não param para pensar no que eu realmente quero. No que eu gosto. Só não entendo porque ainda não parei de tentar agradar a todos.

Já parou para classificar a sua dor? Estive pensando nisso ao sair da pista de skate semana passada. Vamos começar com a vergonha. Em uma escala de 0 a 10, daria 6 para a vergonha. Pois a sinto boa parte do tempo. Quando todos olham em sua direção e você tem vontade de enfiar a cabeça dentro do chão. Minhas bochechas ficam vermelhas, minhas pernas bambas e eu gostaria de estar em qualquer outro lugar, menos ali. Por outro lado, é uma coisa a qual consigo conviver. Para a decepção, eu daria 7,5. Quando a minha mãe, meu pai, ou outra pessoa que amo e admiro me olha de um jeito diferente. Como se quisesse dizer 'Estou muito decepcionado com você' 'Eu esperava mais'. Mas também é algo com que consigo sobreviver. Sempre estou decepcionado alguém, sempre. Agora, para o medo, eu daria 9. Eu odeio sentir medo. Medo de falar, medo de sentir, medo de arriscar, medo de errar, medo de viver. É deprimente, é sufocante. Simplesmente terrível. Chegar em casa, meio perturbada, por não ter realizado algo muito desejado por medo. Medo de tentar.

É foi isso que eu senti, parada, com tantas pessoas me olhando. O bom seria, se só tivesse sentindo isso naquele dia, mas ultimamente venho sentido bastante. Sentido medo. Mas não aumento minha nota para 10 por isso. Vivo dizendo que não gosto de pessoas que reclamam da própria vida. Mas eu mesma reclamo. Não dar a nota 10 para minha dor, é um jeito de me sentir menos culpada.

03 novembro 2012

Adeus amor,


Daqui dois dias fariam seis meses, não é? Eu estaria gravando as quatro musicas do seu cd. Lembrando das quatro semanas anteriores contigo, para escolher as musicas perfeitas. Mas dessa vez não vai ser assim. Nesses últimos dias, só houveram brigas. Mesmo assim, escolhi as musicas que ficariam perfeitas agora. Estou pensando em manda-las para você, mas talvez isso só traga mais brigas.
Você já deve ter me esquecido. Um mês já passou. Muitos meses vão passar. Anos. E nunca mais lembrara de mim. Quem sabe um dia, quando alguém que não fala a muito tempo perguntar de mim, provavelmente respondera ‘Quem é essa garota?’. Assim que tem que ser, né destino? Algumas coisas eu nunca esquecerei.

Eu te conheço, como ninguém conheceu a não ser sua mãe. Sei todas suas manias, seus gostos e escolhas. Conheço seu corpo, seu cabelo e cada detalhe do seu rosto. Sei onde você sente arrepios e o que não gosta de comer. E sei o que você fazia por mim. Mas teve um fim. Deve pensar que tudo isso e culpa minha, mas foi consequência de tudo que aconteceu. Eu nunca fui suficiente, tu sempre queria mais e mais.

Estou ouvindo uma das musicas que não deveria ter escolhido, para um cd que não deveria fazer. Eu, sempre fazendo coisas que não deveria. Só quero que tudo isso passe. Já acabou, não tem porque sofrer. Você fez tantos planos.. como eu fiz também. É o que mais doí, mesmo não querendo. Daqui quinze dias, faz 1 ano que te conheci. Provavelmente você não lembra. Guardar datas, isso sempre foi minha cara. Olha, não faz sentido eu estar escrevendo essas coisas, mas senti saudades de falar com contigo. Essa é a ultima vez que escrevo. Mesmo que não leia, é para você. Ainda te tenho aqui, mas agora como uma mera lembrança.

27 outubro 2012

Um tal de destino


Estava em uma rua qualquer, com alguns pensamentos sem sentido na cabeça. Imaginando como seria esbarrar no amor da sua vida. Olhar para sua cara e derreter com aquele sorriso perfeito. Ou pelo menos, encontrar alguém que pudesse te fazer se sentir bem. Mas nada a aconteceu. Atravessou a rua e entrou em casa. Tudo tão monótomo. Tudo tão tedioso. Leu um ou dois livros sobre amor nessa mesma semana, assistiu a alguns filmes e escreveu muitos textos. Acho que todos querem sentir esse tal de amor. Todas as noites, antes de dormir, desejava que encontrasse alguém para preencher aquele vazio. Aquele tão grande vazio que havia em uma parte de seu coração. Uma garota tão tímida que vivia sonhando acordada. Ela não estava a espera de um príncipe encantado. Só de alguém para ama-la verdadeiramente. Amar e ser amada.

O amor, parecia ser tão bom em contos e livros infantis. Mas parecia doloroso em textos escrito por pessoas mais velhas. Mesmo correndo esse risco, ela queria senti-lo. E mais um dia ao voltar da escola, sozinha, imaginou o encontrar por ali. Nada. pensava também, que o grande amor de sua vida podia ser o seu melhor amigo, ou um dos seus amigos. Como acontece em filmes. Mas não conseguia gostar de nenhum deles. Tinha um diário onde contava o que não tinha coragem de dizer para ninguém. Tinha muitas musicas no celular também, para escultar bem alto quando não queria ouvir seus próprios pensamentos. Mas o destino adora nos surpreender.

Um novo menino entrou na escola. Na sala ao lado da dela para ser exata. Ela não deu bola, nem olhou na cara dele. Algumas semanas depois, ao sair da escola, deixou seu diário cair sem nem perceber. O garoto novo estava a traz dela e pegou o diário automaticamente. Eram muitos alunos saindo na mesma hora da escola e, muitos passando na frente dele para sair antes. Ele gritava para ela que não ouvia. Correu assim que conseguiu se afastar da multidão. Ele era meio desajeitado e encantador. Conseguiu chegar perto dela e gritar para que parasse. Ela olhou para traz, e ouviu ele dizer qualquer coisa meio cansado meio sem ar, mas nada entendia pois tinha se apaixonado por aquele sorriso.

13 outubro 2012

Já sabia como seria


Era tudo questão de tempo, não era? Você chegou com esse seu jeitinho que me tira do serio. Me deu bola, não retornou minha ligação e mexeu com todos meus sentidos. Como não se apaixonar? Fez de tudo para me irritar, dando risada da minha cara de seria. Já sabia como seria desde o começo. Você tem algo que não encontro em mais ninguém. Todos diziam que era o errado, diziam que eu iria sofrer. Mas em algum lugar do meu corpo, uma voz tão forte não deixava eu me afastar de você.

 Nos víamos quase todos os dias e, quando isso não acontecia era só a saudades apertar até um ir a traz. Eu nem era tua namorada, nem tinha coragem de admitir que te amava. Lembro que você também era orgulhoso assim e, um dia sem querer disse que me amava. Ficou vermelho e sem graça quando percebeu o que tinha falado. Eu não acreditei até ver seus olhos brilhando. Nada respondi, nada fiz. Por que fez isso comigo? Saía para qualquer lugar com conhecidos nossos e, tinha que mentir quando perguntavam se eu o amava. Sabia que todos perguntavam de você para mim? Eu não queria me amarrar tanto a alguém assim. 
Então de noite, você vinha bem devagarinho, entrava na minha casa e ficávamos juntinhos até minha mãe descobrir e começar a gritar da janela. Te dizia tchau com um sorrisinho meio triste, não querendo te deixar ir.

 Mas você foi. E na ultima noite que nos vimos eu pedi para você ir e não voltar mais. Assim aconteceu. Eu sempre achei estar certa sobre essa decisão, do mesmo jeito que eu sempre acreditei nas minhas próprias mentiras.

07 outubro 2012

Qual o caminho certo?


“Alguém pode me disser qual é o caminho certo? Me perdi, inocentemente. Era tudo tão certinho, tudo em seu lugar, tudo feliz. Andei meio distraída esses dias e, acabei por entrar em um lugar desconhecido, que não consigo mais sair. Um lugar meio confuso, onde nada faz sentido. Perguntas e perguntas.. tomam conta de meus pensamentos. Me vi sem alguém que não imaginava longe. Mas nesse lugar parecia tudo tão normal. Passei a pensar que eu não amava. Mas não sei se isso é possível. Não estava sozinha, conhecera outras pessoas, que não sabiam me levar a saída. Algumas delas, tentavam me deixar ainda mais confusa. Me tornei uma escolha: uma escolha para a sorte. Até o dia que tive que escolher, qual caminho seguir. Passei por coisas que não esperava passar; vi coisas que não esperava ver; amei quem não deveria amar; fui onde não deveria ir; sorri quando queria chorar.. e hoje tenho tantas histórias para contar. Acho que estou perto da saída. Existe dois caminhos, no meio de tantos outros, que penso em seguir.. mas apenas um me levara a saída. Mas a insegurança não me deixa escolher.”

05 outubro 2012

Fez tudo diferente

Estranho. Sim, estranho como tudo esta acontecendo. Não, não são coisas ruins.. são coisas tão boas que não imaginava acontecer. Já ouviu falar em ‘Dias melhores’? Você acredita neles? Eu acredito. Os meus chegaram sem eu nem ao menos perceber.. como se tudo começasse a dar certo. Você chegou, e fez tudo tão diferente, de um jeito que ninguém nunca havia feito. Prometo te fazer feliz sempre, assim como você me faz. Mas tenho medo, muito medo; medo de perder tudo.. de perder você. Se tornou tanto, em tão pouco tempo.

04 outubro 2012

Querido papai,


Pai, me desculpa. Me desculpa por não ser a filha que o senhor sempre quis, por não ser perfeita, por não fazer tudo como eu deveria. Me perdoa? Perdoa todas as vezes que eu discuti, todas as vezes que eu reclamei da minha vida, de todas as vezes que eu fiz o que não deveria. Me perdoa. Eu não gosto de brigar, eu juro. Ainda vou fazer o que prometi, vou ser alguém profissionalmente, vou correr a traz dos meu sonhos, vou deixar minha preguiça de lado.. só preciso que você acredite. Eu não sou uma pessoa ruim. Eu me lembro de todas as historias que me contava quando pequena, e de todas as dicas. Também me lembro que dizia que eu deveria ser honesta, sempre. Eu sou, eu sempre serei. Não briga mais comigo, por favor. Não diga que eu não sou ninguém, não diga que eu não faço nada, não diga que você não se importa.. isso me machuca tanto. Só me desculpa. 

25 setembro 2012

Apenas cuide

Cuidado, por favor. Mais cuidado comigo, mais cuidado com meu coração. Ele já foi machucado, e esta tão frágil. Não quero te dizer adeus, não quero ficar longe, não quero que você me perca, não quero te perder.. só que preciso de sua ajuda nisso. Imagina quantas pessoas eu deixei? Quantas enfrentei? Quantas coisas tive que deixar pra traz? Não sabe. Não cobrarei nada de você, nem o amor que me prometeu. Deixo as coisas acontecerem, quieta, calada. Eu vejo, eu sinto, eu guardo. Estou chateada, mas estou te querendo. Te querendo tanto ao meu lado nesse momento. Amo seus carinhos, seu jeito e tudo que tenha você. Não mude. Apenas me cuide.

Quantas vezes mais?


Parabéns coração, se iludiu de novo. Eu disse: não é para valer, não é certo, não é ‘ele’.. Quem disse que me escutou? Bem feito. Não chore. Acostume-se com tantas decepções.. serão constantes com tanta sorte que tenho. Destino, o que quer de mim? Diga-me. Só não tente me machucar ainda mais, por favor. Quantas? Quantas mais vezes me enganarei? Provavelmente muitas. Mas a vida não para, certo?

24 setembro 2012

Dos nossos encontros..

Eu sei que não faz nem 24 horas que te vi, mas já estou com uma saudades tão grande. Aqui deitada, olhando para um infinito, lembro de você. Do nosso amor. Do nossos encontros. Como sexta-feira passada, eu e você, em um parque tão bonito. Meus dedos se encaixavam exatamente entre os seus; encostava em seu peito, para sentir sua respiração. Sua mão na minha cintura, me fez sentir tão segura. Senti uma dor estranha quando disse “Tchau meu amor, te amo mais que tudo” e ouvi “Beijos, não se esqueça que eu te amo”… depois tive que sair andando, com o coração na mão. Se lembra também no cinema? Todos assistindo o tal filme esperado e eu deitada no teu colo, sua mão no meu cabelo, me fazia morrer de amor. E na pista de skate, lembra? Você não queria deixar eu andar sem capacete, com medo que me machucasse. Lembra também, de todas as vezes que disse em meu ouvido que seria para sempre, que me amava mais que tudo e faria qualquer coisa para me ver feliz? Bom, agora que estou longe de teus braços, sinto um pouco de medo. Medo de te perder. Quero escrever muitas historias com você ainda. Conta-las para nossos filhos, com um sorriso tão doce e bonito. Tenho certeza que eles ficaram quietinhos, sentados em nosso colo, para ouvir. Por favor, repita muitas e muitas vezes em meu ouvido o quanto me ama, que sera para sempre. Prometo te fazer feliz como você me faz, sempre.

22 setembro 2012

Tempo ao tempo


Obrigada tempo, por estar me ajudando, sempre. Curando meus machucados, colocando anjos em minha vida, me ensinando a ser feliz… O que seria dos meus sorrisos sem todos os tombos? Não teria tanto prazer como tenho hoje. Sim, prazer.. prazer de ter levantado depois de todas as derrotas, de ter feito certo depois de um grande erro, de ter pedido desculpas quando necessário. Obrigada também, por toda a força. Ela me ajudou a seguir em frente, nos momentos mais difíceis. Continue me trazendo dias bons. Obrigada, de coração… Por tudo, tudo o que me trouxe, tudo que estou vivendo e tudo que irei viver… Mudando e aprendendo, sempre. E com o tempo, eu aprendi que… tenho sempre que dar tempo. Dar tempo ao tempo. 

19 setembro 2012

O mundinho que você cria


Sentado, a frente da pista, tenta se encontrar no meio de tantos pensamentos. Esta difícil, muito difícil. Sobe no skate, desce a pista. Sumiu, tudo sumiu. Tenta fugir da realidade, tenta fugir dos problemas. Quero um momento, apenas um momento, que eu possa ser fazer o que quero, como quero. Fazer o que me deixa feliz. O que me deixa longe de todos esses tantos problemas. Flexona, e não desequilibre.. assim conseguira descer ou subir. Aguente, aguente firme todas as cobranças, e não deixa elas te afetarem.. assim conseguira se feliz. Pula, tenta, cai. Levanta, você consegue fazer melhor agora. Sonha, tenta, erra. Não desista, sonhos não são fáceis de se realizar. O medo não consegue te alcançar agora. Você se sente forte. Tombos, machucados e erros, são o começo de uma grande manobra. O começo de uma grande historia. E se alguém tentar passar na tua frente, te derrubar, levante-se mais uma vez e faça melhor. Só não abaixe a cabeça. O tempo passou, você não percebeu. Rema para o lugar de onde entrou. Desce do skate. Problemas, problemas e problemas. Cade aquele mundinho onde você criou, que tudo é melhor?